aqueles minutos que duram horas…
Enfim mudei, voltei, revirei todas as lembrancas, so guardei em lugares diferentes;
Tinha caixas fechadas, caixas abertas, caixas quebradas, coloridas e rasgadas; abri algumas porque quis, outras abri porque nao lembrava o que havia dentro, noutras fiquei curiosa, surpresa e ansiosa.
caixas de sentimentos, separadas e juntas, uma dentro da outra… e maluko sentir coisas guardadas!! depositar expectativas, pensar em coisas antigas, imaginar sentimentos nao sentidos e fingir que tudo foi bom, afinal, não pode ser tão ruim assim.
sito falta de algumas coisas que nunca tive, ilusões que nunca superei, amores que nunca amei, viagens que eu nunca fiz e principalmente dos amigos que eu nunca tive.
Vejo fotos de pessoas felizes, recados de amor para aqueles que nunca vi, como e bom a felicidade induzida, descrita e demostrada em imagens, um instante, que parece eterno.
Num momento, me pego a pensar, em quantas horas isso pode durar, imagens de um sorriso perdido, pessoas que se juntam ao acaso e se parecem eternos amigos. Momentos que fazemos parecer ser uma vida toda, ja não os tenho mais… me foram as ilusões, as pirações, os macetes, as viagens, as entregas, os risos falsos e a mente longe da realidade.
Não que isso seja uma boa maneira de viver, nem a mais fácil… mas a única que conheço.
O novo me atrai, mais ainda me entristece não saber se serei feliz depois de tudo isso!
Novamente elas…
Olha não me adianta, pessoas não me bastam!! sempre acho preço alto demais, sempre digo que não me importo, sempre digo que não preciso delas… e de repente me vêm as surpresas, as criticas, as insatisfações os remorsos, as angústias…
É bom pra eu provar do meu próprio remédio, tenho que ser eu como eu sou, o problema está em mim, pessoas sáo pessoas, vão sempre me pertubar, afinal nunca pensei que teria que saber lhe dar com elas…
Antes era fácil, foda-se por um lado, minha mente amortecida de outro, e hoje que tenho um lado só… me perco em mim mesmo, nas decisões que preciso tomar, vergonha de ter medo, vergionha de dizer não, medo de ter vergonha…
Não acredito mais em tudo que pensava acreditar, de repente me pego no novo, me pego sendo eu, me pego vendo tudo… esqueci como era viver nesse mundo!
Pessoas não me bastam, por mais que me ouçam, que me ajudem, que me amem, que me admirem , que me odeiem… preciso vir aqui e ficar sozinha, refletir e dizer o que realmente sinto, sem a opnião de ninguém, simplesmente eu.. errando, acertando, vivendo… eu estou aqui…
Preciso das palavras, na verdade elas dizem o que eu tento fazer o mundo entender, e na verdade ninguém tem tanto tempo assim…
Não sou melancólica, nem triste, sou alguén que diz o que sente… essa sou eu de verdade, longe das pessoas; aqui não preciso que me aceitem, não preciso ser legal, nem estar com aquela roupa descolada, aqui posso estar até descabelada… porque aqui sou só palavras e sentimentos… aqui sou só alma…
ok ok sei que preciso escrever mais meus momentos felizes, mas vejo tanta beleza na tristeza, acho que ainda tenho mais vocabulário para descrevê-la… não adianta pensar que sou especial… sou mais um humano perdido nessa confusão social, uma sobrevivente de um desastre mental, e antes que eu me esqueça, ainda tenho saudades de vc… acho que sempre vou ter!
Falando de Feliz que sou…
Pensando em passar por aqui feliz… não sei bem se estou, mas sei que estou, só não sei manter tudo isso..
Ainda não sei lhe dar com a frequência do infinito, me falta cálculo para tanto…
Ás vezes me basto, num minuto e noutro quero maisç; mas me pego rindo dos desejos, já que não sei ficar em paz…
Trago comigo os sonhos misturados, todos coloridos, mas nem sempre, sei que cor usar… nisso olho pro céu, olho pra terra, vejo tudo num instante, tão rápido nada é constante…
Na natureza de uma alma mutante, a felicidade é algo excitante, que passa rápido, como uma lua crescente, brilha no céu… só enxerga quem sabe olhar para cima…
Em algumas frações de segundos, me pego sorrindo, do passado, do presente, do futuro; sou uma viajante do tempo, da inconstância, dos extremos… sou a negação do meu eu…
A felicidade dentro de mim é algo que extravaza a realidade, que ultrapassa os limites da compreensão humana, não é amor, não é vaidade, é apenas a liberdade…
Em vôo raso, razante, pouso em galhos fortes e robustos, espero algo que me traga paciência, algo que me mostre a serenidade, a luz que me mostre a dignidade…
Já ouvi dizer, que não tenho virtudes, que algumas vezes fui rude, mas me vale alguns momentos de pertubação, sou alguém que sente um turbilhão no coração..
De fora a magia, por dentro a realidade, mistura em grande quantidade, nisso estou as gargalhadas, das minhas sarcásticas piadas, do meu saudoso destino do livre árbitro…
Felicidade de ter as escolhas, de ser escolhida, de conhecer os que escolhem, e o que é melhor aprender a escolher… nossa! quantas decisões!!!! e eu que pensei que não tivesse mais chance de ser feliz…
Na verdade já tinha me esquecido de como é sentir, de saber do amor, de saber da tristeza, de saber da fome, de saber da riqueza, de saber que tem mais amanhã, de saber o sabor das conquistas, de saber que só preciso de uma lista…
A lista das primeiras coisas, da ordem exata do caminho, do destino, dos passos que caminho, e claro do caminho do amor. Na verdade, já não me cabe mais entender o amor, entreguei isso ao acaso, aleatório sentimento, que já não me traz mais sofrimento, pois a felicidade não está em saber amar… para mim, agora, basta se deixar amar!!
feliz que sou, feliz estou, feliz que vou, feliz voltou, feliz que sei, feliz que ousei, feliz esperei!!! é na verdade me superei…não sou boa em contos de felicidade, sempre me cabe um pouco de ansiedade, preciso comparar sempre com a tristeza, para saber se estou feliz de verdade!