saudosismo cruel

Janeiro 24, 2009 at 3:17 am (Uncategorized)

Realmente hoje me vi na realidade da minha personalidade! não sei que confusão é essa mas algumas coisas sei, que preciso retomar  minha vida. Fazer as coisas boas que se perderam em minha busca, sair ver o sol, andar e sentir o vento, olhar a chuva pela janela ou da sacada escutar a chuva e olhar minhas plantas. Me perdi dentro de mim, entrei no labirinto do auto conhecimento, da pessoa mais complexa que eu conheci… EU. Ainda criando expectativas, ainda sonhando com castelo e fadas, ainda pensando que serei livre de mim mesma.

Já ouvi reclamações sobre minha tristeza constante, algo torturosamente emocionante pra mim, enfim adoro a auto piedade; pensando que meu príncipe virá me salvar dos meus mares de sentimentos. O que essas pessoas não sabem, é que ainda sou suicida, e estou aprendendo a gostar de viver. realmente posso fazer por mim, mas ainda não confio em ninguém, reajo sempre mal ao ouvir a verdade. Talvez porque ela sempre toque minha infinita vaidade, tomada de orgulho infantil, afinal sempre gostei do meu egoismo sórdido.

Agora procuro ver o lado bom de estar aqui, sem chamar atenção de ninguém, esquecer o cavalo branco, sair do palco porque na realidade não ouvi aplausos. Sinto saudade das risadas falsas, dos amigos inventados e da melancolia do fim de noite. Sei o quanto sofri para viver algumas notas de blues, mas quis mudar e como sempre, to a fim de desistir.

Sempre fui meio cazuza então vo acredita naquele  verso que eu adoro: _ suporte baby!! foi apenas um corte, a vida é bem mais perigosa que a morte !! o baby suporte!!

eh vai passar, talvez eu nem volte a presenciar os palcos, me faz falta musica na minha vida, solos de guitarra e o som do baixo na minha orelha! que saudade… saudade do agito de um show, da energia da banda, de dançar ate cansar… saudade de falar de música, rir e tirar fotos. Essas lembranças foram o que me sobraram de bom!! e olha só, não vou esquecer… meu coração ainda bate em ritmo de ac/dc e nada vai mudar isso.

Essa é a Ana Paula, que chora , esperneia, que espera e que não pede ajuda, mas que ouve uma batida dos stones e pensa, ainda bem que ainda posso ouvir!!

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