Sentir o que nao se pode ver

Quando percebo que minha alma ainda persiste em voar, meu corpo ja nao  e mais sua morada, dele que se liberta todas as noites, como o vento frio que bate na minha janela, segue o destino da lua, como uma estrela que brilha distante em busca de um universo desconhecido.

Perde se na imensidao de um infinito calculavel e previsto, carne que sente a falta, o sangue que ainda me mantem viva, imaginando cada lugar como se fosse um e em um segundo voltar a si com um simples ato de abrir os olhos.

Voando com os pes no chao, tarefa dificil e solitaria, numa conexao inesquecivel, segue a frequencia que me estabiliza emocionalmente, num feixe de luz violeta que toca meu apice, transportando tudo para um so lugar.

Todos os lugares param no tempo, sinto somente o balancar das arvores, sabias e persistentes, pacientemente descubro em mim, algo esquecido em meu peito, na profundidade das experiencias terrestre, ali sempre esteve e sempre estara, desde que eu queira sentir.

Reencontrar vidas em uma vida, viver uma vida de outra vida, sentir o gosto da imortalidade, mesmo que a cada estacao tudo mude, tudo permanece parado e somente a mente pode insistir e perceber de onde vem.

A juventude eterna e mesmo resultado de uma alma imortal, desobstruindo obstaculo e acreditando nao so somente no racional, mas tendo certeza de que isso tudo e verdadeiro, mesmo nao presente, distante, posso alcancar atraves de minha alma pois essa se mantem livre eternamente.

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~ por Ana Paula Garcia em maio 29, 2008.

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