Deusa Morgana

Quando danço com a Vida

danço meu próprio ritmo

mantendo o meu compasso

Minhas marés anímicas

estão alinhadas e fluem

com a minha pulsação

minha expressão única

Reverenciando a mim mesma

eu reverencio tudo

Quando você dança

com a sinfonia da Vida

qual é seu ritmo?

É rápido ou lento

lépido ou litúrgico

repetitivo ou volúvel?

Você deixa o ritmo levá-la(o)

ou abatê-la(o)

acalmá-la(o)

encorajá-la(o)

ou perturbá–la(o)?

Como é seu ritmo?

 

 

 

Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado “Vita Merlini”, como feiticeira benigna.

 

 Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, freqüentemente maliciosa,  tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas. 

 

 

Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.

 

 

 

Morgana  e Artur tiveram um filho fruto de um Matrimônio Sagrado entre a Deusa (Morgana encarna como Sacerdotisa) e o futuro rei. 

O “Matrimônio Sagrado” era um ritual, no qual a vida sexual da mulher era dedicada à própria Deusa através de um ato de prostituição executado no templo. Essas práticas parecem, sob o ponto de vista da nossa experiência puritana, meramente licenciosas. Mas não podemos ignorar que elas faziam parte de uma religião, ou seja, eram um meio de adaptação ao reino interior ou espiritual.

 

 

 

 Práticas religiosas são baseadas em uma necessidade psicológica. A necessidade interior ou espiritual era aqui projetada no mundo concreto e encontrada através de um ato simbólico Se os rituais de prostituição sagrada fossem examinados sob essa luz, torna-se evidente que todas as mulheres devessem, uma vez na vida, dar-se não a um homem em particular, mas à Deusa, a seu próprio instinto, ao princípio Eros que nela existia.

 

 Para a mulher, o significado da experiência devia residir na sua submissão ao instinto, não importando que forma a experiência lhe acontecesse. Depois de passar por essa iniciação, os elementos de desejo e de posse ficam para trás, transmutados através da apreciação de que sua sexualidade e instinto são expressões de força de vida divina cuja experiência no plano humano.

 

A nível transpessoal, o “matrimônio sagrado” envolve o mistério da transformação do físico para o espiritual, e vice-versa. Cada pessoa conecta-se com o universo como se fosse célula única no organismo do campo planetário da consciência. A partir da união do humano com o divino, a “Criança Divina” nasce. A “Criança Divina” é a vida nova, vida com nova compreensão, vida portadora de visão iluminante para o mundo.

 

 

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~ por Ana Paula Garcia em junho 3, 2008.

Uma resposta to “Deusa Morgana”

  1. As Brumas…
    =)
    Não sabia que era baseado nessa “lenda”…que ingenuidade a minha… hehehe
    Lindo site.
    Beijos

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