o inicio, o fim e o meio

Estava pensando em como tudo se mostra pra mim, desde o começo, onde eu só fiz o que eu quis, mesmo sabendo que eu não sabia o que eu queria. Andando por aí eu fui escolhendo, entre curvas, histórias, caminhos, desafios e sonhos; sei que vivi a ilusão numa realidade cruel, mas aprendi muito sobre o que eu realmente queria, escolhendo coisas que eu não queria. Sempre me deixei levar por vontades e sentimentos desenfreados, ao quais nem eu mesmo sabia porque eles aconteciam. Li todas as filosofias tentando me entender, mas só pude encontrar a compreensão vivendo a indecisão. Não basta deixar a tristeza de lado, pra mim é preciso saber sentir prazer na vida, e nisso me entreguei ao acaso.

já amei o homem mais mentiroso do mundo, e acreditei que ele me amava, só porque eu queria que fosse assim. tem dias realmente que fico sozinha, só porque eu não quero falar com ninguém, e ainda não conheci alguém que suporte isso. Uma hora me encho de perguntas, noutra eu mesma sou a respostas, mas não pras perguntas que eu fiz, mas para as perguntas que fizeram pra mim.

Ainda vejo o mundo quadrado, mesmo todo mundo me dizendo que ele é redondo; também julgo, mas não gosto de ser julgado, falo coisas que eu não gostaria de ouvir. Fico esperando, ou deixo alguém esperando. Confio sempre esperando algo em troca, como se houvesse uma compensação emocional, por tal ato tão difícil para mim. Sou louca por viver nessa realidade, e mais ainda, por acreditar nos loucos que me dizem o  que eu sou. Muito mais louco é quem me diz, já dizia raul.

Num dia me encho de fé e esperança , em outro vivo a angústia constante de ser eu, e preciso de alguém pra me dizer que eu preciso acreditar. eu reclamo da solidão, mas não consigo deixar de ficar sozinha, preciso pensar sem alguém me businando conbranças no ouvido, não me sobra paciência para as pessoas.

As vezes me vejo por cima e outras me vejo por baixo, nunca consegui ficar no meio, os extremos me atraem. No entanto tudo eu quero entender, saber, a minha credibilidade ainda precisa de provas, o medo da estupidez limita minha fé.

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~ por Ana Paula Garcia em julho 11, 2009.

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