Chuvas frequentes

Essas tardes de chuvas, sempre me trazem um som conhecido. Sempre que chove sinto uma emoção diferente, sinto vontade de dormir e ficar ouvindo a chuva cair sem pensar em nada, somente sentindo o cheiro de chão molhado e de enchurrada na calçada. As vezes me questiono sobre meu temperamento no domingo cedo, aquele vazio, aquela ausência de alguém, aquela saudade que nunca termina, a lembrança dos rostos perdidos e das palavras sem significados. Nçao tenho mais interesse em entender os momentos, nem as pessoas, e muito menos a relação entre momentos e pessoas, se falar de sentimento então, já me perdi totalmente.

Antigamente eu acreditava em tanta coisa, que hoje em dia não tem mais importância. È até engraçado lembrar das brigas por coisas que eram tão importante e hoje já não significam nada.

Todos os dias eu paro pra pensar na solidão e  para acompanhá-la. Destino, acaso, missão, predestinação, ou somente algumas linhas pra chamar atenção de um curioso, é a solidão me acompanha, fielmente, constantemente, incalculavelmente, superando todas as horas que esperava estar acompanhada. Não adianta o tempo não volta é viver o agora, e se acostumar com a vida como ela é.

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~ por Ana Paula Garcia em fevereiro 14, 2010.

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