Subsistência Emocional

Enfim colocarei um ponto final aquela imunda tristeza contínua e constante, ao entendimento que se colocou bem a minha frente no dia de hoje.

Vindo de uma civilização sem identidade cultural, vivendo em sistema capitalista indiferente ao desenvolvimento espiritual, perdida nos diferentes genótipos que se apresentam em meu DNA. Não poderia nada mais nada menos que possuir uma espiritualidade conturbada.

Sempre pensei em conseguir coisas, mas nunca pensei em deixar de ter coisas. Em um documentário indígena sobre a visão de um xavante sobre o homem não índio, pude perceber a prisão a qual eu já estava submetida sem mesmo escolher. O elo da natureza e homem, a liberdade de não desejar e viver o que se realmente é, pra mim se demostra de uma forma inalcançável.

Nunca tinha refletido nessa dimensão existencial, e ao perceber a cultura de subsistência e respeito a mãe Terra, pude ver minha ignorância mesmo mediante a tanto estudo. O instinto, o respeito a sim mesmo, ser somente humano sem a obrigação de ser ou ter, simplesmente cultuar os fenômenos os quais muitas vezes me passam despercebidos.

O dom supremo do amor, que realmente nos faz respeitar uns aos outros muitas vezes me falta até a mim mesmo, num caminha quase que condicionado de uma vida escravocrata de ideais tão diversos, mas os quais não se pratica em toda sua fidelidade fundamentada.

Mas no fim me deu um alívio, apesar de ter ouvido por esses dias que a ignorância é a mãe da felicidade, eu já acredito que a percepção real do mundo, mais especificamente a negação a ilusão que o mundo material nos prega, é que realmente me traz a felicidade.

Todo dia, nos pequenos momentos, na sensibilidade de viver e principalmente através de um cultivo diário de um coração sadio positivista.

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~ por Ana Paula Garcia em abril 22, 2010.

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