Poesia ou Rotina

Um pouco de mim em cada canto,

sem muito para entender,

olhar indignado e as vezes ingrato,

nesse mar de indecisão,

penso tanto em escapar, fugir, sumir,

no final se encontrar no que se perdeu,

um pouco de drama, tristeza, realidade e desejo…

Tudo tão pequeno que não me cabe, 

preciso mais que palavras,

quero um abraço que me encaixe no mundo,

tudo parece tão bom quando sinto prazer,

tão rápido, tão pouco, tão único…

Tento estar onde nunca estive, 

me esforço para fazer parte de lugares que nunca fui de verdade,

essa verdade que não se diz,

que se sente e se esconde…

Olho por toda parte e ainda não sei qual é a minha história,

um pouco de alegria e nostalgia daquilo que nunca saiu da cabeça,

essa vida paralela que não existe,

mas que se vive para suportar a realidade.

 

 

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~ por Ana Paula Garcia em abril 3, 2014.

Uma resposta to “Poesia ou Rotina”

  1. lindo… “penso tanto em escapar, fugir, sumir, no final se encontrar no que se perdeu”… o que fizeram da criança livre que fomos? ou seria melhor dizer: – o que nós mesmos fizemos e permitimos? mas o que passou nos ensina e temos a oportunidade de nos alegrarmos, de sermos livres novamente e recomeçamos e o medo nos persegue e parece que os mesmos ciclos nunca nos abandonaram, aí se percebe que o sentido é a própria busca, podemos nos aceitar mais? “essa verdade que não se diz,
    que se sente e se esconde…” rsrs

    belo demais voltar aqui e me emocionar! bjão 🙂

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